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Ciúme no casal

Ciúme no casal: casal

Como superar a inveja

Querido doutor, eu sou uma menina de 22 anos engajada há dois anos e meio com um menino de 28 anos. Nossa história é maravilhosa em todos os aspectos, mas nos últimos tempos me tornei grosseira, ciumenta e invejosa, também duvido da fidelidade da minha vida. rapaz. Eu não era assim antes era o contrário e eu justifico meu comportamento dizendo que "ele não me dá mais atenção", nós passamos da euforia dos primeiros meses ao hábito total e muita certeza em tudo na história... meu grande terror que ele pode se cansar de mim, mesmo que ele me repete dia após dia que ele me ama... Tudo isso por minha paranóia estúpida...

O ciúme é um uma forma de posse que não tem nada a ver com amor. Principalmente ligado ao medo de perder o outro, tem sua origem nas primeiras formas de apego.

O medo de perder o objeto do amor invade toda a psique e, precisamente por isso, falamos de angústia. É nesse terreno que nasce e se enraíza um sentimento de que se fala a contragosto, o que é tremendamente difícil de confessar, mas do qual é ainda mais difícil permanecer imune: o ciúme

(Carotenuto, 1987)

O parceiro torna-se o portador de defaillances ligado à auto-estima, à necessidade que toda criança tem em querer ser exclusiva e em receber um amor único. Para a criança, o amor dos outros é fundamental e o mesmo acontece no crescimento.

Não se pode renunciar ao outro porque o distanciamento gera ansiedadeciúme. É o outro que nos permite entender que "nós existimos" e continuamente confirma isso, nos amando.

A vida, portanto, avançará em função de quem detém esse poder e tudo o que cria um obstáculo ao relacionamento será oposto. A posse torna-se fundamental para a continuidade e sobrevivência.

A "ameaça", por outro lado, causa incerteza: acontece quando o apoio do outro começa a ficar deficitário. É, portanto, natural sentir inveja e tentar reter esse amor porque transmite a sensação de segurança de um vínculo que persiste ao longo do tempo, ao mesmo tempo em que proporciona certeza e confiança constantes.

Dentro do relacionamento, a tentativa de impedir o outro pode assumir dimensões enormes, quase sufocantes, e a troca não é mais suficiente para satisfazer as necessidades de alguém. O ciúme se torna tão patológico.

Mas quais são as causas?

A pesquisa refere-se ao elo primário, ou seja, o relacionamento mãe-filho. O apego se desenvolve nessa fase desde o nascimento e, quanto mais simbiótica a relação, maior a necessidade da criança em crescimento de estabelecer o mesmo sentimento com o parceiro.

Mas isso pode ser possível até certo ponto. Quando o ciúme se manifesta, algo no relacionamento não está funcionando, provavelmente uma tentativa de liberar um do outro, uma possível distração, uma necessidade de "soltar o aperto" em virtude de um relacionamento "sufocante" dá vida a uma experiência de raiva e ódio. Nesse momento, não há "controle" sobre o outro e a sensação de ser injustiçado, emerge uma traição.

Quando se preocupar?

A vontade (e necessidade) de ser o pensamento central na vida do outro, para se destacar traços fortemente narcisistas que levam a experimentar o relacionamento de uma forma angustiante.

Segundo a psicanálise temer algo é desejá-lo e, portanto, se no casal há o medo de que o outro possa nos deixar ou nos trair, existe uma profunda necessidade de receber confirmação. E o tormento que se segue é uma expressão de uma dificuldade em viver o relacionamento com o outro a 360 graus.

Seria impossível para um narcisista tolerar a falta de centralidade no relacionamento e ao mesmo tempo viver uma relação de constante dependência!

Ser capaz de alternar a autonomia e a individualidade com a dependência do outro torna-se um torvelinho de angústia, de modo que ficar sem isso é preferível a vivê-lo.

Quando essa consciência surge, é bom recorrer a alguém que possa fornecer ao casal (e ao indivíduo) novas ferramentas interpretativas, de modo a experimentar o relacionamento de uma maneira mais satisfatória e completa.

Vídeo: Papo Casal: CIÚMES


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