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Epilepsia: como viver bem com isso

Viver juntos √© dif√≠cil. Precisamos nos adaptar √†s necessidades dos outros. E acima de tudo √†s suas falhas. Devemos limitar nossa liberdade e aceitar todas as conseq√ľ√™ncias dessas limita√ß√Ķes. Acima de tudo, devemos desistir de uma parte de n√≥s mesmos para dar lugar a um n√≥s que pode ser mais ou menos agrad√°vel... Especialmente se o outro com quem somos obrigados a compartilhar nossa vida √© uma doen√ßa

Epilepsia: como viver bem com isso: epilepsia

Eu quero falar sobre a epilepsia como uma coabitação, porque a palavra doença sempre me deixou tão triste. E, em alguns casos, parece-me incorreto. Não do ponto de vista médico, ambos bem compreendidos, mas do ponto de vista moral e psicológico. Porque rotular aqueles que sofrem de epilepsia como uma pessoa doente significa colocar a doença em primeiro lugar. E com base nisso, julgue a pessoa.
Hoje, na It√°lia, h√° cerca de 600 mil pessoas que sofrem de epilepsia e que diariamente enfrentam os altos e baixos desse transtorno anormal, cujas causas ainda s√£o parcialmente desconhecidas. Mas apesar de ser t√£o difundido, na realidade, muitos ainda temem isso. √Č por isso que muitas vezes √© t√£o dif√≠cil para os pr√≥prios epil√©pticos aceitarem sua condi√ß√£o. E √© ainda mais dif√≠cil confiar isso aos outros, como se fosse algo para se envergonhar. Mas o medo e a rejei√ß√£o que essa doen√ßa traz consigo est√£o ligados ao fato de que poucos sabem os efeitos reais na vida cotidiana.

- O que é epilepsia?
Toda coabita√ß√£o √© baseada no conhecimento. E para viver com a epilepsia, √© preciso primeiro aprender a conhec√™-la. A palavra epilepsia deriva do grego epilambaneim e significa "ser tomado de surpresa". Esse significado refere-se ao surgimento de crises, que chegam inesperadamente e tomam o epil√©tico despreparado para enfrent√°-las. As crises epil√©pticas s√£o geradas pela atividade el√©trica excessiva de parte ou de todas as c√©lulas cerebrais, os neur√īnios. Crises generalizadas, que envolvem todas as c√©lulas nervosas, podem ser distinguidas das crises parciais, nas quais apenas os neur√īnios de uma parte espec√≠fica do c√©rebro est√£o envolvidos.
Outras diferen√ßas podem ent√£o ser determinadas, dependendo da √°rea cerebral espec√≠fica envolvida no dist√ļrbio. Em geral, as convuls√Ķes generalizadas diferem em grande mal e pequeno mal. O grande mal √© a forma mais vis√≠vel de ataques epil√©pticos e se manifesta por convuls√Ķes, perda de consci√™ncia e equil√≠brio e dificuldade para respirar. O pequeno mal, por outro lado, se manifesta com estados de aus√™ncia que duram de 5 a 30 segundos.
O caso das crises parciais √© diferente, podem se apresentar como crises focais, que n√£o geram aus√™ncia, mas simples altera√ß√Ķes dos sentidos e tremores em algumas partes do corpo, ou como crises complexas, que geram mudan√ßas no estado de consci√™ncia levando as pessoas a se comportarem. que geralmente n√£o ret√™m qualquer mem√≥ria.
Ainda hoje, 70% dos casos de epilepsia s√£o causados ‚Äč‚Äčpor causas desconhecidas. Outras formas epil√©pticas dependem de outros dist√ļrbios, como tumores, isquemia, les√£o cerebral e infec√ß√Ķes.

- Como viver com isso? Em geral, os primeiros sintomas da epilepsia j√° aparecem na inf√Ęncia. Algumas formas tendem a desaparecer com a puberdade. Outros, em vez disso, podem acompanhar uma pessoa por toda a vida. Em qualquer caso, √© bom n√£o entrar em p√Ęnico.
√Č claro que as crises, mesmo que raras, s√£o desestabilizadoras e podem causar ansiedade e depress√£o. √Äs vezes, esses sintomas v√™m da pr√≥pria epilepsia. Mas, mais frequentemente, derivam do fato de o epil√©tico se considerar "diferente". Essa convic√ß√£o depende principalmente da incapacidade de aceitar a pr√≥pria situa√ß√£o, vivendo-a como um limite intranspon√≠vel que impede que algu√©m leve uma vida normal. Nada mais falso. De fato, sofrer de epilepsia n√£o significa ter que renunciar √† normalidade.
Os √ļnicos inconvenientes reais s√£o as crises, cuja frequ√™ncia diminui com a ingest√£o de medicamentos espec√≠ficos e a necessidade de minimizar ou eliminar o consumo de √°lcool, drogas e cigarros, que podem interagir negativamente com medicamentos ou agravar os sintomas do transtorno..
Para o resto, aqueles que sofrem de epilepsia não devem fazer outros sacrifícios: de esporte a sexo, de noites de discoteca a gravidez, nada excluído.
N√£o se limitando, por√©m, devemos antes de mais nada nos considerar "doentes" e aceitar o dist√ļrbio sem recusar o tratamento e sem ter vergonha de pedir ajuda em caso de necessidade. Al√©m disso, √© necess√°rio aprender a administrar a rotina di√°ria, lembrando quando e como tomar os medicamentos e os v√°rios truques do caso (n√£o misture drogas diferentes, nem tome √°lcool ou drogas). Tudo √© poss√≠vel somente se escolhermos, em primeiro lugar, VIVER superando qualquer impedimento psicol√≥gico que nos obrigue a nos considerarmos diferentes. Porque √© somente convencendo-se disto que esta rela√ß√£o de m√£o dupla complicada pode superar as maiores dificuldades e tornar-se uma simples coabita√ß√£o com um inquilino um pouco extravagante.

Vídeo: EPILEPSIA: Como aprendi a lidar [VEDA 23]

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