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Transtornos alimentares: v√īmitos

O psic√≥logo Davide Algeri fala sobre o "v√īmito" ou a s√≠ndrome do v√īmito, uma esp√©cie de anorexia disfar√ßada e enganadora que √© cada vez mais difundida entre as mulheres.

Editado por Antonella Marchisella
v√≥mitos: pode ser definido como uma esp√©cie de anorexia mascarada e talvez ainda mais sutil. N√≥s conversamos sobre isso com o psic√≥logo Davide ArgelPsic√≥logo - Short Psychotherapist, ele trabalha como freelancer em Mil√£o, ele √© especialista em transtornos de ansiedade, comportamento alimentar, dist√ļrbios sexuais e novos v√≠cios.
- Dr. Argel o que √© v√īmito?
A s√≠ndrome do v√īmito ou v√īmito, hoje cada vez mais difundida principalmente entre as mulheres, foi definida pela primeira vez em terapia estrat√©gica, como uma modalidade de "especializa√ß√£o tecnol√≥gica" de um transtorno alimentar, que apesar de ter caracter√≠sticas mistas de Anorexia ou A bulimia configura-se como uma doen√ßa por si s√≥ e na base da qual existe uma obsess√£o / compuls√£o baseada no prazer de comer e vomitar.
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Especificamente, o v√īmito consiste principalmente em usar o ritual (secreto) do v√īmito autoinduzido, depois de ter consumido a refei√ß√£o, na maioria das vezes sob a forma de uma farra. O ritual da magiare-v√īmito, que inicialmente ocorre ocasionalmente, torna-se espont√Ęneo e habitual, transformando-se em pervers√£o agrad√°vel em dire√ß√£o a comida. O sintoma nesses casos torna-se uma esp√©cie de "amante secreto" que d√° prazer, quase como um "dem√īnio" que n√£o pode mais ser libertado.
O que caracteriza o "v√īmito" √© justamente o ritual de seq√ľ√™ncias de v√īmito, onde o objetivo n√£o √© mais o controle do peso, mas sim o controle da compuls√£o que gera prazer e onde o que inicialmente representou uma tentativa de solu√ß√£o se transforma no pr√≥prio problema.
Do ponto de vista f√≠sico, mesmo nessa patologia, h√° repercuss√Ķes igualmente danosas como os outros tipos de transtornos alimentares, uma vez que os sucos g√°stricos, tipicamente eliminados com o ritual do v√īmito, conseq√ľ√™ncias s√©rias como a corros√£o do conduto gastro-esof√°gico.


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Pode-se falar de "anorexia mascarada", pois se manifesta de forma a relacionar-se com alimentos que são opostos aos típicos da anorexia.
De fato, enquanto na anorexia, o prazer dado pela comida vem "Anestesiados" Atrav√©s do controle e da abstin√™ncia, no v√īmito, a comida contribui para "aumentar" o prazer incontrol√°vel, atrav√©s do ritual compulsivo de comer e vomitar.
Podemos ainda acrescentar que, enquanto no v√īmito, o v√īmito oferece a possibilidade de "comer o que se quer" e de maneira desenfreada sem ganhar peso, na anor√©xica representa exclusivamente um comportamento guiado pela necessidade de ser magro ou n√£o engordar.
- Inicialmente o v√īmito √© induzido e depois se torna espont√Ęneo. Por qu√™?
No v√īmito a conduta de elimina√ß√£o, inicialmente representa um meio, para administrar o medo de ganhar peso t√≠pico de anor√©xicos ou o desejo de esvaziar-se depois de uma grande compuls√£o caracter√≠stica da Bulimica, posteriormente, se transforma em algo diferente do problema inicial.
A pessoa ent√£o, se empanturrou, depois se preocupou em exagerar, foi assaltada pelo medo de ganhar peso e vomitar.
o c√≠rculo vicioso o v√īmito-compulsivo, repetido com o tempo, come√ßa a se transformar gradualmente em um ritual agrad√°vel, ajudando a reestruturar a percep√ß√£o do v√īmito, a partir de meios acess√≥rios iniciais (na bulimia ou anorexia) por meio da gera√ß√£o de prazer (em v√īmitos).
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A combinação de compulsão / eliminação leva o aspirante a "vomitar" a experimentar o falsa ilusão qual, quando quer, pode ser enchido e esvaziado ao mesmo tempo do que ingeriu fisicamente.
Vai de "comer para prazer" para "comer para vomitar", onde o objetivo de "vomitar" n√£o √© mais usar v√īmito para verificar o peso, depois de um √™xtase de fome, mas comer para alcan√ßar "aquele prazer" por vomitar.
Neste momento, o momento da expuls√£o se torna o encontro que se repete com o "amante secreto", que ajuda a refor√ßar a extens√£o do dist√ļrbio em si e criar, ao mesmo tempo, uma esp√©cie de depend√™ncia em rela√ß√£o a esse "prazer perverso".

Como voc√™ distingue uma pessoa anor√©xica de uma pessoa com dist√ļrbio de v√īmito?

O DSM-IV define anorexia como um dist√ļrbio caracterizado pormedo intenso de se tornar gordo. Desta forma, o desejo √© criado no indiv√≠duo perder peso fortemente e a recusa em manter um peso corporal normal e, em muitos casos, a preocupa√ß√£o com o peso corporal aumenta paralelamente √† perda real de peso.
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a anor√©xica recusa alimentos impulsionado pela extrema necessidade de controlar o poder e o peso. A perda de peso √© alcan√ßada principalmente pela redu√ß√£o da quantidade total de alimentos consumidos. Embora a restri√ß√£o possa inicialmente ser limitada √† exclus√£o de alimentos considerados de alto teor cal√≥rico, na maioria dos casos esses indiv√≠duos acabam tendo uma dieta estritamente limitada a algumas categorias de alimentos. Al√©m disso, comportamentos de elimina√ß√£o (por exemplo, v√īmitos auto-induzidos, uso inadequado de laxantes e diur√©ticos) ou atividade f√≠sica excessiva podem ser realizados a fim de perder peso.
Isso a leva a controlar seu pr√≥prio comportamento e a ser anestesiados em dire√ß√£o a seus pr√≥prios sentimentos (fome, emo√ß√Ķes).
A anorexia nervosa tem dois subtipos: com restri√ß√Ķes e com comportamentos de compuls√£o / elimina√ß√£o.
O subtipo com comportamentos de compuls√£o alimentar / elimina√ß√£o, identificados em terapia estrat√©gica como v√īmitos, mostrou caracter√≠sticas de persist√™nciaanorexia, apresentando-se assim n√£o como um subtipo, mas como uma desordem diversificada, baseada em um desejo irreprim√≠vel de comer para vomitar.
Do ponto de vista fenomenol√≥gico (em rela√ß√£o ao que √© observ√°vel), enquanto a pessoa anor√©xica sente nojo em falar sobre comida, em imagin√°-lo e em descrever o modo como se alimenta, n√£o identificando os alimentos que prefere, considerando-os um "veneno" para o pr√≥prio corpo, ao contr√°rio, a pessoa que sofre da s√≠ndrome do v√īmito, percebe a comida como algo muito agradavel e consegue indicar suas prefer√™ncias culin√°rias, conseguindo descrever em detalhe e serenamente o uso que faz dele.
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- Que terapias voc√™ considera aconselhar em casos de v√īmitos?

Como o v√īmito √© uma s√≠ndrome por si s√≥, os m√©todos de interven√ß√£o usados ‚Äč‚Äčna anorexia e bulimia n√£o s√£o bem-sucedidos.
A partir dos resultados obtidos em uma infinidade de casos, verificou-se que a interven√ß√£o estrat√©gica breve foi o tipo mais eficaz de tratamento (83% dos casos resolvidos) para o tratamento do V√īmito, dentro do qual foi poss√≠vel experimentar e definir protocolos de tratamento espec√≠ficos.
A pr√°tica cl√≠nica e as in√ļmeras pesquisas realizadas dentro do modelo estrat√©gico permitiram identificar tr√™s subtipos de v√īmitos:
- Desacordo transgressivo: s√£o jovens inexperientes, que n√£o perceberam a analogia que o ritual tem com o prazer sexual.
- Transgressivo, consciente e complacente: n√£o quero desistir de seu amante secreto.
- Transgressivo consciente, mas arrependido: eles percebem o quão limitante é o problema deles, mas eles não podem pará-lo.
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A intervenção estratégica, depois de identificar o tipo de máquina de vomitar (inconsciente / complacente / arrependido), centra-se na conduta de eliminação que gera prazer, cumprindo a lógica do problema e tentando criar, ao invés de tantos pequenos prazeres distribuídos ao longo do dia, um maior prazer (ubi maior minor cessat).
O objetivo final da terapia será arruinar o prazer do ritual, transformando-o em tortura desagradável e levando a pessoa à descoberta de novos prazeres.
Davide Argel
Email: davide.algeri at gmail.com
Para mais informa√ß√Ķes visite o site: davidealgeri.com
Referências bibliográficas:
1. DSM-IV-TR Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - Revisão de Texto, 2002.
2. Nardone G. (2003), Além do amor e ódio por comida, BUR, Milão.
3. Nardone G., Verbitz T., Milanese R. (1999) Pris√Ķes alimentares - V√≥mitos, Anorexia, Bulimia, Ponte alle Grazie, Mil√£o.
4. Nardone G., Watzlawick P. (1997), Breve Terapia Estratégica, Raffaello Cortina Editore, Milão.

Vídeo: transtorno alimentar - BULIMIA, ANOREXIA e COMER compulsivo

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